Para quem não tem onde ir, todos os caminhos são vazios. Olho pela janela e vejo a vida passando. Está frio em Curitiba, bem frio. As pessoas e seus casacos passam por mim compenetradas, com fumaça saindo da boca. São olhos decididos buscando não se desviar do caminho e isso me espanta. Não sei onde estou indo, mas continuo indo mesmo assim.
Ando como quem explora a vida. Sem caminho certo, data ou local de chegada. O que vale é o caminho, o buraco, o tropeço, a paisagem de cada curva. O que importa é continuar caminhando, só que andar dói e muito! É solitário e triste deste lado da foto que desenhei e agora entendo que o Almir Sater andava devagar porque já teve pressa e carregava o sorriso porque tinha cansado de chorar. Também me sinto mais forte, mas mais feliz ainda é uma mentira.
Eu ando por aí sem paz, sem sossego, sem origem, sem "this is where you belong". Eu ando por horas a fio, kilometros sem parar e a encruzilhada continua a minha frente - e dentro do peito. Pulo o tempo todo entre todas as microvidas imaginárias que criei de lá pra cá e isso me dá ainda mais impulso, o Canadá é logo ali.
Se não for por bem, que seja à força! E a fragilidade toda incide e tudo me divide....
sábado, 28 de abril de 2007
sexta-feira, 27 de abril de 2007
Vou pro Canadá?
Esta semana estive assistindo uma palestra sobre os programas de incentivo à imigração para o Quebec, no Canadá, e confesso que fiquei bem interessado no assunto. Não é novidade alguma que eu sempre desejei ter uma experiência fora do Brasil, mesmo que fosse pro resto da vida.
O que mudou é que, de algum tempo pra cá, tenho pensado mais e mais sobre o assunto. Tenho considerado com maiores, mais sinceros e mais profundos sentimentos a questão de dizer adeus à terrinha brasilis e ir tentar a vida num lugar mais distante.
O Canadá parece legal! Eles oferecem um milhão e meio de benefícios e dizem mil maravilhas para convencer as pessoas a irem para lá e, pelas reações que vi no auditório onde ocorreu a palestra, eles sabem bem como vender o peixe deles.
Procurando na internet, descobri um monte de comunidades e grupos de discussão sobre a tal imigração para o Canadá e percebi - óbvio - que nem tudo são flores e que as coisas são um pouco diferentes do que o mar de rosas da propaganda.
O que tenho achado estranho é que não estou nem aí para as dificuldades e estou bem afim de de correr os riscos. Vou me matricular numa aula de francês e começar a me preparar para o processo. Tudo ao mesmo tempo agora e eu não sei para onde vou.
Sempre fiquei pensando como a limitação geográfica ou cultural limita as pessoas. Quem disse que a mulher da minha vida tem que estar no Brasil e falar português? Quem disse que o emprego que vai me realizar não fica na Tazmania? Quem disse que o meu sonho de ser professor não vai ser no Canadá? Quem disse que eu preciso sonhar só na América do Sul? Quem disse que minhas raízes são mais fortes do que este magnetismo que me leva longe?
Acho que eu preciso realmente sair daqui, respirar outros ares, conhecer novos mundos com novas pessoas e realidades. Acho que eu preciso sair daqui e me reinventar mil vezes para poder tirar uma média dos eus e descobrir o meu desvio padrão. Eu quero mais e quero agora. Estou pronto para ir buscar.
Hoje entrei com o pedido do passaporte, vou regularizar alguns documentos que preciso e tentar a sorte. Se ela sorrir, daqui algum tempo escrevo de lá. Canadá, aí vou eu!
O que mudou é que, de algum tempo pra cá, tenho pensado mais e mais sobre o assunto. Tenho considerado com maiores, mais sinceros e mais profundos sentimentos a questão de dizer adeus à terrinha brasilis e ir tentar a vida num lugar mais distante.
O Canadá parece legal! Eles oferecem um milhão e meio de benefícios e dizem mil maravilhas para convencer as pessoas a irem para lá e, pelas reações que vi no auditório onde ocorreu a palestra, eles sabem bem como vender o peixe deles.
Procurando na internet, descobri um monte de comunidades e grupos de discussão sobre a tal imigração para o Canadá e percebi - óbvio - que nem tudo são flores e que as coisas são um pouco diferentes do que o mar de rosas da propaganda.
O que tenho achado estranho é que não estou nem aí para as dificuldades e estou bem afim de de correr os riscos. Vou me matricular numa aula de francês e começar a me preparar para o processo. Tudo ao mesmo tempo agora e eu não sei para onde vou.
Sempre fiquei pensando como a limitação geográfica ou cultural limita as pessoas. Quem disse que a mulher da minha vida tem que estar no Brasil e falar português? Quem disse que o emprego que vai me realizar não fica na Tazmania? Quem disse que o meu sonho de ser professor não vai ser no Canadá? Quem disse que eu preciso sonhar só na América do Sul? Quem disse que minhas raízes são mais fortes do que este magnetismo que me leva longe?
Acho que eu preciso realmente sair daqui, respirar outros ares, conhecer novos mundos com novas pessoas e realidades. Acho que eu preciso sair daqui e me reinventar mil vezes para poder tirar uma média dos eus e descobrir o meu desvio padrão. Eu quero mais e quero agora. Estou pronto para ir buscar.
Hoje entrei com o pedido do passaporte, vou regularizar alguns documentos que preciso e tentar a sorte. Se ela sorrir, daqui algum tempo escrevo de lá. Canadá, aí vou eu!
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